Ah se pudera...
Ter asas presas ao meu corpo
Para que pudesse voar
Sem direção
Somente de encontro ao bem.
Asas por favor !
Para que possa minha alma
Escapar dessa masmorra social
De cobranças algozes.
Livre dessa concentração de egoísmos
De pretensões esmagadoras de todos nós
De incompreensão simultânea
Da vida geral que nos cerca.
Percorrer o céu azul
De expressa tranqüilidade
Daquilo que me faz bem
E não faz mal à ninguém
Daquilo que é permissível
Mas não pernicioso a todos nós
Dá-me liberdade !
Porque enclausurado nesse corpo
Não é tanto.
Sufocado nesse meio
É sofrer de verdade.
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